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Vídeo 04 26/10/2026

Terrorismo político? Parte 2: e o Flávio?

Terrorismo político? Parte 2: e o Flávio?

Eu não tô dizendo que o Flávio é Hitler nem Mussolini. Tô dizendo que a receita é conhecida. Os ingredientes, cada um com a fala dele e a fonte:

1. O salvador contra o mal. Na convenção do PL: "Uma luta do bem contra o mal" e "o Brasil foi sequestrado e a gente vai libertar o nosso país desse cativeiro". 2. O inimigo interno. Mussolini ia salvar a Itália do bolchevismo. O Flávio: "pouco a pouco vamos vencendo a esquerda e o comunismo" e "livrar o Brasil das mãos sujas do Lula e do PT". 3. Desconfiar da urna. Em 2018 escreveu que era impossível garantir a lisura das urnas sem voto impresso. Em julho, pra diplomatas de mais de 40 países, ligou as urnas a uma empresa da Venezuela. O TSE diz que ela não fornece urna, e no JN ele admitiu: "eu falei errado". 4. Atacar quem julga. Chamou o Alexandre de Moraes de "ditador" e disse que o Judiciário é "reconhecido mundialmente por calar e perseguir inocentes". 5. O golpe que vira farsa. O pai foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. O Flávio chamou o 8 de janeiro de "farsa", prometeu anistia "ampla, geral e irrestrita" e disse que o pai poderia ter cargo no governo dele. 6. Reescrever o passado. No livro sobre o pai: "só houve golpe nos livros de 'estória' do MEC", e o Ustra, reconhecido como torturador pela Justiça de SP, é "um homem correto, íntegro". 7. Mudar as regras. Em Goiânia: "Já temos maioria no Senado e na Câmara, para a gente mudar a Constituição para redemocratizar o país". Pra ser justo: no dia seguinte explicou que falava de PECs, como a do Judiciário e a da maioridade penal. 8. A estética. Fechou a convenção com "Deus, pátria, família", o lema dos integralistas. E o PL publicou uma arte parecida com um painel do Mussolini de 1934, depois retirou e falou em coincidência.

Pra ser justo: no JN ele disse que ia respeitar o resultado. E o Brasil de hoje não é a Alemanha de 1933: a urna e a Justiça funcionaram.

Então era terrorismo político? Eu acho que não. A democracia não morre num dia. Morre aos poucos, com aplauso, e com gente dizendo que é exagero.

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