Vídeo 03
Terrorismo político? Parte 1: Hitler e Mussolini
"Se o Flávio ganhar, o Brasil vira ditadura." Terrorismo político? Parte 1.
Você já ouviu isso, e já ouviu que é exagero. No domingo o Flávio perdeu (51,78% a 48,22%), mas a pergunta continua valendo. Então voltei cem anos pra ver como duas democracias acabaram.
Alemanha: - 1932: mais de 5 milhões de desempregados. O cartaz do Hitler não prometia ódio, prometia esperança: "Nossa última esperança: Hitler". - 1923: tentou um golpe em Munique e deu errado. Condenado a 5 anos, ficou uns 9 meses preso. - Mudou a tática: entrar pela urna. O Goebbels explicou em 1928: "Viemos como inimigos. Como o lobo que invade o rebanho." - 1932: perdeu a presidência nos dois turnos (30,1% e 36,8%). No Parlamento o partido chegou a 37,3% e caiu pra 33,1%. Nunca teve maioria. - Janeiro de 1933: foi nomeado chanceler, não eleito. Os conservadores achavam que dava pra controlar ele. - Um mês depois, o incêndio do Parlamento virou pretexto pra suspender imprensa, reunião e opinião. Em março, o poder de fazer lei sozinho. Em julho, partido único. Do primeiro turno perdido ao fim da democracia: um ano e quatro meses.
Itália: - 1919: o Mussolini funda os Fasci prometendo voto pras mulheres, jornada de 8 horas, salário mínimo e imposto pesado sobre os ricos. No ano seguinte jogou o programa fora. - Primeira eleição: 4.657 votos em Milão. Nenhum eleito. - Aí veio a violência contra sindicato, cooperativa e jornal, e o partido explodiu. - Em 1921 ele mesmo escreveu que "o bolchevismo está vencido", e continuou vendendo o medo. - 1922: nomeado pelo rei, não eleito, com uns 30 deputados. "Podia fechar o Parlamento. Podia, mas não quis." - 1923: quem tivesse 25% dos votos levava 2/3 das cadeiras. Em 1924, sob violência, 65%. - O deputado Matteotti denunciou a fraude e onze dias depois foi sequestrado e morto por fascistas.
Na parte 2: e o Flávio, onde entra nisso tudo?
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