Vídeo 01
Obrigado, Brasil: o que o governo Jair vendeu
Obrigado, Brasil. E agora, uma preocupação.
Primeiro, obrigado a todo mundo que foi votar, no Lula, no Flávio ou até nulo. Eu torço pro Brasil dar certo com qualquer um dos dois. Mas tenho uma preocupação, e quero mostrar com dado.
O plano de governo do Flávio Bolsonaro, registrado no TSE, fala em retomar o Programa Nacional de Desestatização. É o mesmo programa que o governo do pai dele usou entre 2019 e 2022. Olha o que foi vendido nesse período:
- 2019: BR Distribuidora, de combustíveis (hoje Vibra). O controle foi vendido em julho de 2019 e o resto em julho de 2021.
- 2019: TAG, 4.500 km de gasodutos, por R$ 33,5 bilhões (90% para a Engie e o fundo canadense CDPQ).
- 2020: Liquigás, do gás de cozinha, por R$ 4 bilhões.
- 2021: Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, por US$ 1,8 bilhão, para a Mubadala Capital, de Abu Dhabi.
- 2022: Eletrobras. A União deixou de ser a controladora.
- Correios: a Câmara aprovou a privatização em agosto de 2021 (286 a 173), mas o Senado não votou.
Pelas contas do próprio governo, as estatais da União caíram de 209 para 133. E o Flávio, como senador, votou SIM na medida provisória que privatizou a Eletrobras, em junho de 2021 (aprovada por 42 a 37).
Pra ser justo: a campanha dele diz que Petrobras, Banco do Brasil e Caixa não vão ser privatizados. Eu duvido muito. Mas tomara que não.
Minha opinião: energia, combustível, gás de cozinha e correio são serviços essenciais. Estatal serve pra servir a população, não pra gerar riqueza.
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